daTerra: Como tudo começou...

Publicado em por MARNIN SHOP
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Esta história inicia-se em 2007/2008. Em conversa com a mãe, Isabel Santos, a criadora dos sabões daTerra, descobre que a sua bisavó, na altura da Grande Guerra (1914-1918) fazia sabonetes em casa, usando azeite. Ainda indagou se a sua avó também partilhava desse conhecimento, mas a mãe não sabia dizer com certeza: não se lembrava de alguma vez ter visto fazer o sabão ou de terem partilhado consigo a receita. Apenas se lembrava que os sabonetes tinham cinzas na sua composição. No entanto, diz Isabel, “eu julgo que a minha avó (mãe, da minha mãe) soubesse fazer sabão, isto porquê? O meu avô tinha uma padaria e para cozer o pão, os fornos são aquecidos a lenha, logo, o que não falta  numa padaria são cinzas e de certeza que o meu avô vendia as cinzas, pois elas têm várias utilizações”.

Esta revelação foi quanto bastou para despertar a curiosidade de Isabel sobre este conhecimento de família que se tinha perdido no espaço de uma geração. No próprio dia em que soube desta tradição familiar, foi pesquisar na internet como fazer sabão, mas apenas encontrava receitas com glicerina e não com azeite. Mas não desistiu : “na semana seguinte, meti-me no barco e fui até Lisboa, percorri todos os alfarrabistas que encontrei nas páginas amarelas e após um extenuante dia a percorrer Lisboa, apenas encontrei um pequeno livro dedicado exactamente ao sabão e arte de perfumaria e dois outros, sendo estes um, uma enciclopédia familiar de meados do século XIX e outro dos anos 30, sendo que este ensina 20 ofícios e em ambos a arte de fazer sabão ocupa num apenas 1/2 página e no outro 3 páginas”.

Através de uma pesquisa na Torre do Tombo, encontrou mais algumas fontes, e decidiu pôr mãos à obra e experimentar fazer sabonetes com o (parco) conhecimento que reuniu.

Fez experiências durante três anos, até conseguir fazer sabão de forma consistente. Em 2010, apareceu o primeiro curso de saboaria em Portugal, no qual participou, e Isabel ficou contente por perceber que o que estava a fazer estava correto. Aperfeiçoou as suas receitas, e com isso encontrou a sua paixão! Como ela diz, “foi assim que descobri um trabalho que adoro, aliás tal como disse Confúcio: descobre o que gostas de fazer e nunca mais trabalharás um dia na tua vida!”. E nós concordamos.



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